bodas de papel

festejámos, no último fim de semana de junho, as nossas bodas de papel. o primeiro pensamento foi "como assim, já passou um ano?"

festejámos, no último fim de semana de junho, as nossas bodas de papel. o primeiro pensamento foi "como assim, já passou um ano?"

como começámos recentemente novos empregos, teria sido difícil agendar um fim de semana fora de lisboa, sobretudo considerando que não temos carro. portanto, os festejos foram mais simples do que o idealizado. fizemos a festa em dois dias, porque casámos no civil quando completámos 8,5 anos de namoro, com a presença dos nossos pais; e fizemos uma cerimónia com as pessoas mais próximas no dia seguinte.

os festejos iniciaram com um pequeno almoço especial, em casa. depois, passámos o dia quase todo de volta de um puzzle da nossa cara que a nossa melhor amiga (que celebrou o nosso casamento na tal cerimónia) nos ofereceu a propósito destas primeiras bodas. como não havia foto de referência, foi montado às cegas. o almoço também foi especial, porque envolveu a abertura da garrafa de vinho que, da colheita do ano em que nos conhecemos e começámos a namorar, foi o símbolo que escolhemos para assinalar o nosso casamento. há um ano colocámos os nossos votos lá dentro, para os relembrar um ano depois, enquanto bebíamos esse vinho. e foi precisamente o que fizemos. também voltámos a comer o bolo de casamento que tínhamos congelado. ao fim do dia, fomos jantar ao restaurante do hotel onde casámos, para fechar o ciclo.

finalmente, no segundo dia de festejos, realizámos um workshop de bolas de berlim sem glúten. por um lado, porque ambos gostamos de cozinhar; por outro, porque ele é celíaco. e um extra, porque eu adoro bolas de berlim. portanto, em retrospetiva, festejámos a comer, como verdadeiros tugas.

que venham mais bodas, mais festejos, ao lado dele. porque "se há um caminho perfeito, só pode ser feito assim".

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