submerso no caos, sufocado pelo betão, sinto-me afogar nos cinzentos da cidade. o que eu queria era ser inundado de cor: ficar cheio do azul do céu e do verde das árvores, do violeta do ocaso e do amarelo da alvorada. encher-me de ti e ver, no mundo, um futuro que valha a pena, algo mais do que esta escuridão que me turva a visão.
23.10.2026, Lisboa